terça-feira, 29 de setembro de 2009

Análise Ambiental Estratégica - BHRSM


A sexta reunião iniciou com a apresentação do trabalho de Análise Ambiental Estratégica que está sendo realizado pela Polar Engenharia e Meio Ambiente Ltda., com o objetivo de dividir, com todos, as conclusões dele extraídas até o momento, bem como demonstrar a relação disto com o Pensamento Sistêmico.
A Análise Ambiental Estratégica (AAE) é uma metodologia hard, que trabalha com variáveis objetivas e quantificáveis e baseia-se nos princípios de avaliação de impactos que regem os Estudos de Impacto Ambiental. Esse tipo de estudo é uma ferramenta valiosa para o auxílio à tomada de decisão, determinação de medidas mitigadoras e licenciamento. Já o Pensamento Sistêmico é uma ferramenta soft, que trata de variáveis subjetivas, opiniões, informações não quantificáveis. A maneira como esses dois trabalhos se desenvolveram paralelamente foi explicada no início desta reunião.

Passos do método


Segue a revisão de todos os passos metodológicos percorridos até o momento, nas cinco reuniões passadas:
- Reunião 1: o objetivo da primeira reunião foi de aproximação e formação de um grupo de trabalho e “escolher o desafio”, ou seja, criar uma questão focal, ou assunto de interesse comum para o trabalho;
- Reunião 2: nela, seriam apresentados dados econômicos, sociais e ambientais sobre a região, passo comparado a um sobrevôo na região, com o qual poderíamos formar um panorama geral da situação e “contar as histórias”;
- Reunião 3: reunião para mapear e identificar os capitais (ativos) da região, ou seja, “mapear as estruturas”;
- Reunião 4: a quarta reunião teve o objetivo de criar um mapa sistêmico através de arquétipos, e por iniciativa do grupo iniciou-se o “Plano de Desenvolvimento Sustentável da Bacia Hidrográfica do rio Santa Maria”;
- Reunião 5: passo de “visualização dos cenários” e proposição de estratégias. A sexta reunião, seguindo a metodologia, teve o objetivo de “Reinventar os negócios e definir uma estratégia de sustentabilidade”.
A sexta reunião, seguindo a metodologia, teve o objetivo de “Reinventar os negócios e definir uma estratégia de sustentabilidade”.

Modelagem computacional


Para o caso da Bacia Hidrográfica do rio Santa Maria, o grupo executivo construiu (previamente à reunião) um modelo computacional baseado na água, seus usos, fluxos, conflitos e caminhos. O modelo pretende simular uma sub-bacia com suas entradas e saídas de água, para que se possa ter a ideia de fluxo e de que os usos da mesma água são limitados, tendo a mesma que ser distribuída entre todos eles.
Os grupos simularam mudanças no critério de outorga, área plantada, crescimento da área plantada, consumo de água pela lavoura (admitindo que mudanças nessa variável simulariam diversificação de culturas) e focaram seus aprendizados na falta ou disponibilidade de água – grande problema da região nos meses de verão.
Muitos aprendizados decorreram da experiência com a modelagem computacional.

Planos e Políticas...

Os debates gerados nesta reunião, junto à análise das estratégias robustas derivadas da metodologia de cenários, resultaram na seguinte lista de políticas propostas pelo grupo:

1. Água como vetor de desenvolvimento;
2. Concentração e difusão do conhecimento como um todo;
3. Gerar mecanismo de autofinanciamento;
4. Investimento em programas de educação e capacitação;
5. Fortalecimento da coesão social e lideranças locais;
6. Estímulo e fomento à diversificação econômica como princípio de desenvolvimento.

Aprendizagens


Como aprendizado, comentou-se que o resultado obtido nesse ciclo de reuniões superou todas as expectativas, fazendo crer que esse trabalho pode representar uma ruptura no “sistema” atual. Foi manifestado muito otimismo, de sucesso do trabalho, e de que a convivência valeu a pena.